
Eu lembro que lá em casa tinha a sacola de ir ao mercado (olha que ecológico!), era listrada em tons de verde, com alças pretas de plástico. Ela ia de manhã cedo enroladinha debaixo do braço do papai e voltava repleta de laranjas, verduras e legumes, tudo muito fresquinho! Era chegar, ganhar um sorriso do(a) verdureiro(a), pegar logo uma baciazinha colorida e escolher o que se desejava. E cada banca com sua especialidade, suas réstias de alho penduradas, seus truques promocionais, suas novidades de horta, seus segredos de cultivo, suas histórias infindáveis para explicar o produto em falta. “Tem, mas acabou, volte amanhã, vai chegar mais”. Nos fins de semana de festa comprava-se também no mercado, flores naturais, como boca-de-leão, copo de leite, lírio, cravo e chuva de prata, que eram muito bem arranjadinhas pela mamãe na poncheira de cristal (é isso mesmo, a poncheira virava jarra!). Era do mercado o melhor peixe, os ovos mais graúdos, os preços mais discutidos, as gargantas mais alteradas, a cativante cordialidade. Que saudades de pegar a sacola verde e ir ao mercado!
Essa coisa de ficar lembrando do mercado, dos cheiros, me fez lembrar de uma fruta que não se comprava no mercado, mas isso é assunto para outro post...
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